terça-feira, 28 de maio de 2013

Seminário na Argentina para formação de tutores

O Núcleo Belo Horizonte viajou para a Argentina em maio, a fim de auxiliar o Mestre Leo Imamura para um inédito programa de qualificação de tutores. Viajaram representando Minas Gerais o Mestre Anderson Maia, acompanhado do tutor sênior Leonardo Mordente e a tutora Liana Lott.
A tutora Liana Lott mobilizando um dos participantes, Walter Ferrisi, mestre de Shaolin. 
O programa de implantação de novos centros da Moy Yat Ving Tsun na Argentina, em cidades como La Plata, Córdoba, Campana, Santa Fe, La Falda, dentre outras, terá o objetivo de promover o "Ving Tsun Experience", o sistema de iniciação de um praticante ao Ving Tsun tradicional, criado por Grão Mestre Moy Yat em 1992 (em chinês, Siu Nim Do 小念).
Tutor Sênior Leonardo Mordente, consultor de Língua Chinesa da MYVTMI.
Participaram deste curso mestres e líderes do Kung Fu da Argentina, já conhecidos pela MYVT há anos, que agora se mostraram interessados no Ving Tsun para às suas respectivas escolas, além de antigos discípulos da Família Moy Yat Sang deste país.
Mestre Leo Imamura, ministrante do curso que introduzirá novas escolas na Argentina.
Diferente de um núcleo licenciado da MYVTMI, estes locais terão apenas a transmissão do Siu Nim Do, sendo uma ponte de apoio para o Núcleo Buenos Aires, existente na capital portenha desde 1990 e hoje dirigida pelo Mestre Leandro Godoy, líder da Família Moy Go Chai.
Mestres Leo Imamura, Anderson Maia e Leandro Godoy com os membros da Argentina e Brasil.
Fundados no mesmo ano (1990), os núcleos Belo Horizonte e Buenos Aires mantém nestas mais de duas décadas uma estreita relação. Mestre Anderson Maia viaja ao menos uma vez ao ano para a Argentina, sempre acompanhado de alunos de seu núcleo, assim como recebe com frequência os argentinos no Brasil.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Diálogos Marciais - Parte 1


O Mestre Leo Imamura foi entrevistado por seu discípulo, Mestre Nataniel Rosa, a fim de apresentar ao público em geral o pensamento clássico e a inteligência estratégica chinesa, conceitos que são a base do Ving Tsun Kuen. Acesse a primeira parte do projeto "Diálogos Marciais" (produção de Jones Berlowitz):
http://www.youtube.com/watch?v=8Qt3clVMEKo&feature=player_embedded

sexta-feira, 3 de maio de 2013

20 anos de Leonardo Mordente

Moy Lei On e seu mentor, Mestre Moy Yat Sang.
A Moy Yat Ving Tsun completará, em agosto de 2013, vinte e cinco anos de existência no Brasil. 
Durante este período, poucos membros atingiram duas décadas de dedicação, initerrupta. Dentre este seleto grupo de seguidores do Mestre Leo Imamura (Moy Yat Sang), temos agora Leonardo Mordente (Moy Lei On). 
Acompanhe abaixo a rica trajetória deste legatário do Sistema Ving Tsun, de Belo Horizonte:


1 de maio de 1993 - Leonardo Mordente é admitido, aos quatorze anos de idade, na Família Moy Yat Sang, no Núcleo Belo Horizonte da Moy Yat Ving Tsun. Meses depois, viaja pela primeira vez à São Paulo e tem contato com seu si fu, mestre Leo Imamura.
3 de setembro de 1994 - Leonardo participa da terceira visita do Grão-Mestre Moy Yat ao Brasil. Inicia assim, seus estudos de língua chinesa para tradução da obra Ving Tsun Kuen Kuit de Moy Yat.
8 de agosto de 1995 - Ministra a sua primeira palestra sobre a história do Ving Tsun, no então Núcleo Central da MYVT, em São Paulo.
26 de maio de 1996 - Participa da quarta visita do Grão-Mestre Moy Yat ao Brasil, tornando-se uma referência em história do Ving Tsun. Embora o Grão-Mestre não demonstrasse apoio naquele momento, ele já sabia do potencial do jovem Mordente para a língua chinesa.
10 de outubro de 1998 - É reconhecido formalmente como yat chuen dai ji de Moy Yat Sang e como joi chuen dai ji de Moy Yat, por ocasião da quinta visita deste ao Brasil, quando realiza baai si, no Hotel le Meridien, na cidade do Rio de Janeiro. Na mesma oportunidade, recebe pessoalmente de seu si gung seu nome-kung-fu, Moy Lei On Na Do 梅利安那杜, que, mais tarde, passa a ser Moy Lei On 梅利安.
8 de setembro de 2000 - Anos de dedicação ao estudo da obra de Grão-Mestre Moy Yat, com vistas à publicação do livro Moy Yat's Legacy, permitem o estreitamento de relações com seu si gung, que o convida a ir a New York, para aprofundamento. O convite se deu na sexta e última visita de Moy Yat ao Brasil.
A histórica carta de ensinamentos do Grão-mestre Moy Yat, escrita à mão, para Leonardo Mordente, em 2000.
23 de janeiro de 2001 - Com o falecimento de seu si gung, seus planos de aprendizagem com o grão-mestre se frustram. Faz contato, então, com seu si baak Kwong Chi Nam, destacado calígrafo e inscultor de selos tradicionais, amigo íntimo e parceiro de Grão-Mestre Moy Yat, no intuito de continuar suas investigações. O sr. Kwong, o mais destacado discípulo do artista Chan Yu Shan, aceita manter correspondência com Leonardo, fato que passa a ser de grande significado para a Família Moy Yat Sang.
Impossibilitado em viajar para New York e ter acesso direto à obra Ving Tsun Kuen Kuit, solicita a seu si hing Anderson Maia (Moy On Da San) a fazer o registro fotográfico das cinquenta e uma peças de pedra que compõem o trabalho, guardado na residência da Família Moy, no Queens de New York.
18 de março de 2005 - Lança O Livro de Pedra do Ving Tsun, que dedica à memória de seu si gung, durante as comemorações do aniversário de nascimento de seu si fu, mestre Leo Imamura. A obra representa a concretização do primeiro trabalho oficial da Editora Sete Instrumentos (Man Mo Jai).
10 de outubro de 2006 - Moy Lei On, juntamente com seu si fu, organizam o primeiro documento oficial sobre a Genealogia do Clã Moy Yat Sang.
3 de novembro de 2009 - Nasce o projeto A Bordo do Junco Vermelho (www.onboardtheredboat.com), sendo Leonardo Mordente o mentor desta empreita, que visa a resgatar e registrar a genealogia do Clã Moy Yat e as raízes do Ving Tsun Kuen.
O projeto mobiliza diversas lideranças do Clã Moy, mestres de Kung Fu, seus discípulos e a própria Sra. Helen Moy, que viajam para a China por quase um mês, visitando locais históricos do Ving Tsun, sob orientação de critérios de um minucioso documento elaborado por Moy Lei On.
1.° de dezembro de 2010 -  Em viagem aos Estados Unidos da América, na ocasião do 70.º aniversário da Líder do Clã Moy Yat, em New York, Leonardo lança a obra Dr. Leung Jaan, sendo esta a concretização do primeiro produto do projeto A Bordo do Junco Vermelho.
Na mesma turnê, palestra sobre este livro na Philadelphia, no mo gun do mestre sênior Pete Pajil.
17 de outubro de 2012 - Leonardo Mordente recebe o apoio de seu si fu e de sua si taai para comandar uma nova viagem à China. Um pequeno grupo do Brasil o acompanha, visitando as cidades de Hong Kong, Macau, Foshan, Guangzhou e Heshan, com a mesma finalidade de 2009, consolidando o projeto A Bordo do Junco Vermelho. Moy Lei On recebe amplo patrocínio do Clã Moy Yat, em especial dos membros da MYVT do Brasil, provando o seu grande prestígio e sua singular importância para o Ving Tsun contemporâneo.
10 de fevereiro de 2013 - Por intermédio de Kwong Chi Nam, faz contato na China com seu si baak Chan Yung, discípulo do si fu Chu Shong Tin e filho de Chan Yu Shan, com o fim de aprofundar seus estudos sobre Inscultura Sigilar (selos em pedra chineses).
Leonardo Mordente em palestra dos seus 20 anos de Moy Yat Ving Tsun, no Núcleo Belo Horizonte.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O Cinquentenário do Líder do Clã Moy Yat Sang

Há 25 anos, o mês de março representa um marco para o Clã Moy Yat Sang: O aniversário de seu líder, Mestre Sênior Leo Imamura. Em 2013, esta celebração atingiu o seu ápice. Leo Imamura (Moy Yat Sang) completou 50 anos de idade, comemorados pela Moy Yat Ving Tsun de todo o mundo.
O blog do Núcleo Belo Horizonte mostra agora a cobertura completa deste memorável evento, que teve a maior parte dos acontecimentos no Estado de Minas Gerais.

Primeiro dia - 07/março - São Paulo / São Roque / Salto SP
A chegada dos convidados internacionais
O Mestre Leo Imamura fez questão de receber em sua própria residência os convidados internacionais, antes do dia da celebração do seu cinquentenário. Isto por que a convidada mais esperada, Sra. Helen Moy - a líder mundial da MYVT, saiu de Nova Iorque especialmente para prestigiar o seu discípulo brasileiro.

Junto a ela, estavam no avião os convidados: Mestre Pete Pajil e Mestre Miguel Hernandez, ambos acompanhados de discípulos e familiares.
Após a chegada em São Paulo, a comitiva de honra foi direto para Salto - SP, na residência Imamura. O dia foi encerrado na próxima cidade de São Roque, onde o mestre paulista Celso Grande está preparando o mais novo Mo Gun da MYVT no Brasil.

Segundo dia - 08/março - Belo Horizonte / São João del Rei MG
O grande Clã Moy se encontra, de todas as partes do mundo
A capital de Minas Gerais foi o ponto de encontro dos mais diversos membros do Clã Moy, dando início efetivo ao evento maior.

Recepcionados pelo Mestre Anderson Maia, diretor do Núcleo Belo Horizonte, o aniversariante, Mestre Leo Imamura, sua família e a comitiva internacional, se juntaram às dezenas de membros da MYVT, de várias partes do Brasil e do mundo. Destaque para os membros da Espanha, Suíça e do Canadá, que se deslocaram especialmente para a ocasião.
Ao todo, somaram-se 108 convidados, número que na China representa "sucesso absoluto"!
Reunidos o grande clã, o momento foi partir para o elegante resort, na histórica cidade mineira de São João del Rei.

Terceiro dia - 09/março - São João del Rei / Tiradentes MG
O dia da celebração do cinquentenário
Um resort especialmente reservado para os convidados celebrarem o cinquentenário do introdutor da denominação MYVT no Brasil. O hotel Garden Hill Golf Club de São João del Rei foi o lugar apropriado para o grande festejo.

O dia começou com todos os convidados reunidos em torno das duas maiores personalidades do dia: Sra. Helen Moy e o Mestre Leo Imamura. Um especial passeio turístico foi o programa, na bela cidade de Tiradentes.


O passeio começou com na secular locomotiva, a famosa "Maria Fumaça".



A GRANDE CELEBRAÇÃO
A esperada noite de sábado começou sob o luar, em frente ao campo de golfe do resort. Um welcome-drink, com saxofone e espumante francês, deram o tom da festa, aproximando os elegantes convidados.

O primeiro acontecimento da noite, foi o pré-lançamento do livro "Leo50 - o cinquetenário do Mestre Leo Imamura". O mestre de cerimônia, Anderson Maia, convidou o Mestre Leo Imamura para subir ao palco e receber a primeira edição desta obra, que retrata a vida do líder do Clã Moy Yat Sang. O livro será lançado ao público no dia 08 de agosto próximo.

Após o farto banquete, ao som de música brasileira com músicos do Conservatório de São João del Rei, o aniversariante foi chamado novamente ao palco para receber a sua medalha comemorativa pelo cinquentenário.

Todos os presentes tiveram a oportunidade de ter uma réplica desta significativa lembrança.

O aniversariante brindou os convidados com um emocionante discurso, após o corte tradicional do bolo com as facas do Ving Tsun, estas banhadas a ouro, especialmente para o aniversário.

O Mestre Leo Imamura fez questão de ir a cada mesa e cumprimentar cada um dos convidados.

A foto oficial foi tirada, ao fim da festa, mostrando o deslumbramento e a alegria de quem prenseciou este momento histórico.


Quarto dia - 10/março - São João del Rei MG
Confraternizando e memorando a vida do Mestre Leo Imamura
Com a memorável noite de sábado, o domingo começou com o mesmo espírito do festim.

Os convidados se reuniram no resort, agora para ouvir cinco das mais importantes figuras da vida do aniversariante: Sr. Malho e Sra. Mioko, pais de Leo Imamura, Sra. Vanise, esposa, Sra. Helen Moy, Si Mo de Leo Imamura, mestres Pete Pajil e Miguel Hernandez, ambos irmãos-kung fu do homenageado.

Os convidados fizeram perguntas sobre a vida do Mestre Leo Imamura, na visão destes convidados especiais. Um momento primoroso para a história do Ving Tsun no Brasil.

Quinto dia - 11/março - Belo Horizonte MG
Seminário Internacional de Ving Tsun
Aproveitando a presença dos mestres Pete Pajil e Miguel Hernández, o Núcleo Belo Horizonte organizou um seminário com estas duas grandes personalidades do Ving Tsun mundial, importantes legatários do Grão-Mestre Moy Yat.

O evento aconteceu no salão maior do restaurante chinês Yun Ton. Os presentes puderam fazer perguntas sobre o Sistema Ving Tsun e também desfrutar de demonstrações, contando com a grande habilidade destes dois renomados mestres.


Sexto dia - 12/março - Belo Horizonte MG
Visita oficial ao Núcleo Belo Horizonte MYVTMI
No último dia, o momento foi a visita oficial ao Mo Gun do Clã Moy em Minas Gerais, para prestar respeito ao Grão-mestre Moy Yat, em local apropriado para tal no núcleo, chamado San Toi.

A líder da MYVT mundial, Sra. Helen Moy, tomou a iniciativa em proceder o cerimonial. Primeiro, fazendo as ofertas na mesa cerimonial, onde fica a foto do Grão-mestre. Depois, sentou-se na cadeira tradicional e convidou cada um dos mestres presentes - Leo Imamura, Pete Pajil e Miguel Hernandez - para se sentarem ao lado. Em agradecimento ao Mestre Anderson Maia, ela o convidou para posar nas fotos com todos estes mestres, uma grande honraria para o anfitrião de Minas Gerais.

Em meio a uma detalhada visita às dependências do núcleo, houve tempo para apreciar a caligrafia do Jiu Pai (placa tradicional de anúncio da escola).

E até mesmo a uma aula extra de Muk Yan Jong, o famoso boneco de madeira do Ving Tsun.

A última escala antes do embarque no aeroporto foi fazer turismo em Belo Horizonte, passando do Mercado Central à famosa região da Pampulha. Um verdadeiro passeio em família!


VEJA A COBERTURA FOTOGRÁFICA DO EVENTO: www.leoimamura.com.br


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Filme Ip Man em nova super produção

O cartaz da estréia na China, em 08/01/13.








"NAS ARTES MARCIAIS, NÃO HÁ CERTO OU ERRADO, APENAS O ÚLTIMO HOMEM DE PÉ"










A frase acima é um antigo ditado do círculo marcial chinês. Ela foi escolhida para compor o nome do mais novo filme sobre o patriarca Ip Man do Ving Tsun: "The Grandmasters" (em chinês 一代宗師).

O referido dito serve perfeitamente para atrair o público interessado em ver um grande filme de ação. No entanto, antes de referir-me exatamente ao filme em si, permitam-me uma visão mais ampla destes dizeres. 

O círculo marcial (mo lam) na China se desenvolveu paralelamente à sociedade formal. Com uma tradição milenar, que remonta mais de dois mil anos, foi a partir do século XVII que os artistas marciais chineses formaram seletas ramificações. São estas as chamadas 'tríades' que até hoje permanecem preservadas, de uma forma ou de outra, expandindo-se por todo o mundo.

O que difere a sociedade formal ao círculo marcial são as regras. 

Na primeira, elas tendem a ser claras e bem estabelecidas, por meio de hábitos, leis, códigos de conduta, dentre outras normas, onde a sociedade, baseado no que já esta formalizado, percebe o que esta dentro destas regras ou fora delas, ou seja, aquilo que é certo e errado.

No círculo marcial, os praticantes de Kung Fu, desde cedo, aprendem a lidar com o inesperado. Nesta sociedade "não-formal", o que prevalece é a percepção das coisas, como uma situação evolue e como a pessoa se adapta às circunstâncias. Reside aí a essência das artes marciais, que é a relação movimento e não-movimento. Agir e o não-agir. Não há, portanto, certo ou errado. Os chineses chamam isto de "Tao", a mutação, o saber se apoiar no fluxo das coisas. 

O correto hoje pode ser o errado amanhã. E vice-versa. Prevalece assim àquele que melhor sustenta a sua posição. Então, referindo-se ao subtítulo do filme, o verdadeiro artista marcial não se prende à vitória e nem à derrota. Ele sabe quão efêmero e fugaz são tais condições. O círculo marcial ensina as pessoas a se "manterem de pé", independente das vantagens ou desvantagens, seja qual for a situação.

É fácil estar bem quando em vantagem. É normal se sentir fragilizado quando algo vai contra os nossos sentimentos. Tomar partido quando todo o envolto favorece e abrir mão das coisas quando nada nos agrada. No círculo marcial, as relações e suas inter-conexões são que ditam os efeitos dos fatos. Em suma, é saber viver a vida. 

Ip Man, nesta nova saga, torna-se o líder do círculo marcial chinês.
O novo filme, do premiado diretor Wong Kar Wai, remonta o cenário marcial da cidade de Foshan, nas primeiras décadas do século passado. Foshan foi o berço do Ving Tsun e de muitas tradicionais outras linhagens do Kung Fu. É a cidade meca das artes marciais chinesas.

A trama se desenvolve centrada no patriarca Ip Man, quando este é um reconhecido artista marcial e muito respeitado pelo sobrenome familiar. Mestre Ip é levado, sem os critérios formais, à condição de Jung Si, o líder maior do círculo marcial. Isto provoca e eleva as emoções de muitos, que gostariam de gozar do mesmo prestígio.

Diferente dos primeiros filmes sobre Ip Man - Ip Man 1, 2008; Ip Man 2, 2009 e Ip Man, The Legend is Born, 2010 - a nova saga do grande mestre foge do velho clichê de filmes de artes marciais produzidos em Hong Kong. O aclamado diretor, Wong Kar Wai, jamais produziu um filme puramente deste gênero e sua filmografia é bastante eclética.

De toda forma, cabe a nós, artistas marciais, termos ciência que trata-se de um filme de ação, que busca bilheteria mundial, acima de tudo. Saber apreciar as pormenores supracitadas, fazerá nos sentir bem próximos deste paradoxal círculo marcial.

Anderson Maia (Moy On Da San), discípulo de Leo Imamura (Moy Yat Sang).

Assista ao trailer:

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Abertura Oficial Blog MYVTMI Belo Horizonte

A primavera é o período de plena renovação, segundo os sábios chineses. O próprio ano novo na China (em 10/02/13) se inicia nesta auspiciosa estação. Aqui no Brasil, tal época começou no último setembro. Foi justamente neste período que a Moy Yat Ving Tsun de Minas Gerais, dirigida pelo Mestre Anderson Maia, realizou três grandes feitos: o primeiro, a mudança de endereço, em setembro, com sede agora no bairro Sion da capital mineira. Em segundo, já no mês de outubro, a turnê à China, para o projeto A Bordo do Junco Vermelho. E na volta da Ásia, a parada foi a Espanha, para a inauguração do primeiro núcleo MYVTMI na Europa. E por fim, a viagem em dezembro para New York - EUA, para a convenção mundial do grande Clã Moy Yat. 
Acompanhe agora as notícias da primavera de 2102 da Moy Yat Ving Tsun Núcleo Belo Horizonte:

Comitiva Brasileira em visita à China

Grão-Mestre Ip Ching com a comitiva brasileira, em sua residência, em Hong Kong (out-2012). Da esq. para dir. (em pé): Paulo de Figueiredo, Pedro Gontijo, Leonardo Mordente, Peter Hutchinson, Wing Cheng, Anderson Maia e Julio Camacho.
A segunda etapa do projeto A Bordo do Junco Vermelho ocorreu durante todo o mês de outubro. Formada pelos mestres Anderson Maia, Julio Camacho e Leonardo Mordente, contando ainda com a assistência dos tutores Peter Hutchinson, Pedro Gontijo e Paulo de Figueiredo, a comitiva brasileira teve raras oportunidades de pesquisa, visitando cinco cidades: Hong Kong, Macau, Foshan, Guangzhou e, por fim, a histórica Vila Gulo:

1. HONG KONG
Contando com dois anfitriões, residentes da famosa ilha sino-britânica, o mestre sênior Micky Chan e o sr. Wing Cheng, ambos discípulos diretos do Grão-Mestre Moy Yat, a visita à Hong Kong rendeu raros encontros, com antigos discípulos do Patriarca Ip Man, complementando a primeira visita do projeto nesta cidade, no ano de 2009. A principal entrevista foi, sem dúvida, com o Grão-Mestre Ip Ching, filho do Ip Man, que reside na histórica residência do patriarca. Tal local, há mais de quarenta anos, é dedicado ao Ving Tsun da família Ip.
Mestre Micky Chan e Sr Wing Cheng, anfitriões na China da Família Moy Yat.
A pesquisa em Hong Kong se estendeu para todas as regiões que formam o território, desde Hong Kong Island, onde viveu Ip Man quando jovem, até New Territories, local da lápide do patriarca, passando pela populosa Mongkok, região onde a história do Ving Tsun se deu, desde os anos 50.
Os brasileiros na tradicional visita á lápide do Patriarca Ip Man.
2. MACAU
Macau foi colônia da então coroa portuguesa por séculos, deixando até os dias de hoje marcas da cultura Lusa, além do idioma português.
A rua das Estalagens, em Macau. Local de estada do Patriarca Ip Man, em 1949.
A ligação desta ilha com o Ving Tsun se deu com a passagem do patriarca Ip Man, em 1949, quando fugia da revolução comunista, na China, rumo à Hong Kong. Apesar da breve moradia do patriarca em Macau, ela foi suficiente para estabelecer laços com algumas pessoas, fazendo Ip Man voltar por diversas vezes, ao longo da década de 50 e 60, para transmitir o Ving Tsun para um restrito grupo, que formava o círculo marcial da ilha luso-chinesa.

3. FOSHAN
Meca do Ving Tsun por tantos séculos, revisitar Foshan foi uma experiência fantástica para a comitiva do projeto A Bordo do Junco Vermelho.
Vivendo uma revolução contemporânea, em busca da "nova China do século XXI", a grande cidade do sul da China vem sofrendo uma dinâminca alteração de cenário, da arquitetura à cultura, fazendo muitos sítios dos ancestrais do Ving Tsun se perderem com as mudanças.
O segundo Museu de Ip Man, em Foshan. Prova da importância do patriarca em sua terra natal.
Por outro lado, os viajantes puderam comprovar como a China se renova e, ainda assim, consegue manter sólida sua cultura marcial e sua tradição de passar o conhecimento, dentro da estrutura familiar. Prova disto foi visitar os museus dedicados à Ip Man - hoje já são dois em Foshan - reconstruindo a história deste importante 'herói' do Kung Fu, por todo o século XX.
Ao mesmo tempo que antigas paredes caem e novas construções são erguidas para preservar o legado do Ving Tsun, vê-se esta passagem também com o círculo marcial, onde idosos e valorizados mestres estão convivendo com uma nova geração de praticantes, chineses e estrangeiros, em busca das raízes e da história da arte.
Grão-Mestre Lun Gai, em sua residência, prestando raras informações à pesquisa.
A comitiva brasileira teve como anfitriã a mestra Ip Ji Jue, renomada discípula do Grão-Mestre Lun Gai, o mais antigo discípulo de Ip Man ainda vivo em Foshan. Dentre tantas visitas, as principais foram a residência deste referido Grão-Mestre, e também a residência do Mestre Gwok Wai Jan, para prestar respeito ao falecido Grão-Mestre Gwok Fu, discípulo de Ip Man e colega de Lun Gai, desde a década de 30.
Mestre Gwok Wai Jan, filho do lendário Gwok Fu, recebendo a comitiva em sua residência.
4. GUANGZHOU
Guangzhou é a capital da província de Guangdong e a terceira maior cidade da China, com mais de dez milhões de habitantes. Pela proximidade com a cidade-centro do Ving Tsun, a capital cantonesa guarda importantes relações com o círculo marcial de Foshan.
Os atores de ópera recebendo a comitiva em frente à escola de Guangzhou.
A principal atração para o projeto A Bordo do Junco Vermelho em Guangzhou foi visitar uma importante escola de atores de ópera, que guarda a tradição de treinar os atores guerreiros, papel representado pelos ancestrais do Ving Tsun, nos séculos XVIII e XIX.

A extinta King Fa Wui Gun, nome da organização que representou a relação Ving Tsun-Ópera Cantonesa na antiguidade, em Foshan, deu lugar à Baat Woh Wui Gun, atual e referida associação visitada em Guangzhou.

5. VILA GULO
Nas últimas décadas, a Vila Gulo, localizada em Heshan, próximo à Foshan, vem ganhando notoriedade no Ving Tsun mundial, por representar uma peculiar etapa da trajetória do ancestral Leung Jaan, o "Rei do Ving Tsun", no século XIX.
O Patriarca Leung Jaan foi nascido na Vila Gulo e, ao aposentar-se, decidiu viver novamente na sua terra natal, passando a ensinar o Ving Tsun para alguns dos seus próximos.
Anfitriões da Vila Gulo, na antiga residência do patriarca Leung Jaan. Ao centro, Ginno Wong.
A herança marcial deixada pelo Dr. Leung Jaan se mantém até os dias atuais. Todo este cenário vivo do Ving Tsun de Gulo, esta centrado numa antiga construção, uma legítima mansão chinesa, onde viveu o sexto patriarca do Ving Tsun.
Leonardo Mordente, do Brasil, e Gu Man Fung, da Vila Gulo. Ambos pesquisadores sobre Leung Jaan.
O objetivo maior do projeto A Bordo do Junco Vermelho em Gulo foi realizar um encontro entre Leonardo Mordente e Gu Man Fung, ambos pesquisadores da história do Ving Tsun, sendo este último nascido na Vila Gulo e especialista sobre a vida do patriarca Leung Jaan.
O Sr. Ginno Wong, discípulo do patriarca Ip Man, foi o nosso anfitrião na visita à histórica vila.

Primeiro núcleo MYVTMI na Europa

A Europa passa agora a ter um núcleo licenciado da Moy Yat Ving Tsun Martial Intelligence. A cidade elegida foi Madri, capital da Espanha.
A primeira foto oficial do Clã Moy Yat Sang na Europa - Núcleo Madri, Espanha.
Sob a liderança do Mestre Marcelo Navarro, um dos mais notáveis discípulos do Mestre Sênior Leo Imamura, a primeira visita deste último à Europa serviu para mostrar como preservar o Ving Tsun dentro dos preceitos do Grão-Mestre Moy Yat. O Ving Tsun (Wing Chun) já é uma arte muito divulgada por todo o continente. Cabe agora à Moy Yat Ving Tsun de Madri dar uma nova apresentação do Sistema ao círculo marcial europeu.
Mestre Leo Imamura outorgando o título de Mestre ao seu discípulo, Marcelo Navarro (Moy Ma Siu Lo).
Na visita, o líder do Clã Moy Yat Sang realizou a cerimônia de inauguração e a titulação oficial de Mestre ao diretor do Núcleo Madri, Marcelo Navarro (Moy Ma Siu Lo).

Inauguração da oitava sede em Belo Horizonte

Em 1990, Mestre Anderson Maia iniciava sua trajetória na Família Moy, sendo admitido ainda no primeiro local de transmissão do Ving Tsun em Minas Gerais, na região da Pampulha.

De lá para cá, somam-se mais de vinte anos, com oito mudanças de endereços, passando pelo centro de Belo Horizonte (1991), seguida da avenida do Contorno (1994), até ganhar a Savassi, fixando neste bairro por exatos 15 anos, entre 1997 e 2012. Em setembro deste ano, o Núcleo Belo Horizonte da MYVTMI ganha uma nova casa, no Bairro Sion.
Leo Imamura, Vanise Imamura, Anderson Maia e Carla Maia. Líderes inaugurando o Núcleo Belo Horizonte.
A oitava cerimônia de inauguração de um Mo Gun (núcleo marcial), sob a direção do Mestre Anderson Maia, se deu mediante a presença dos líderes do Clã Moy Yat Sang - Mestre Leo Imamura e Dr. Vanise Imamura. Mestre Anderson Maia e sua esposa, Sra. Carla Maia, receberam dezenas de convidados, que lotaram o recinto para prestigiar mais esta conquista da Família Moy.
Ana Carolina, Paulo Nolli, Daniel Balparda, Pedro Naves e Pedro Gontijo. Reconhecidos diretamente pelas 1a. e 2a geração de mestres.
A inauguração foi coroada pela cerimônia de discipulado (Baai Si), sendo reconhecido novos membros da Família Moy On Da San, sendo estes ingressos legítimamente na árvore genealógica do Ving Tsun Kuen, da linhagem Moy Yat, reconhecidos pelas três últimas gerações de mestres.

Viagem à New York para encontro do Clã Moy

Todo ano, desde o falecimento do Grão-Mestre Moy Yat, em 2001, o aniversário da viúva deste saudoso mestre, Sra. Helen Moy, tornou-se o evento para que todos os descedentes desta linhagem se encontrem, renovando os laços da Família Moy. Ele sempre ocorre no mês de dezembro.
A líder do clã Moy, Helen Moy, laudeada por alguns convidados do aniversário.
O Brasil tem participação ativa neste evento desde o início, tendo o Mestre Leo Imamura o cuidado de participar da organização, levando consigo alguns discípulos, para ter, em New York, àquilo que ele  desfrutou com o Grão-Mestre Moy Yat em vida: a chamada "vida kung fu", a experiência de convívio para aprimorar a compreensão do Ving Tsun, como um modo de vida.
Tradicional visita à lápide do Grão-Mestre Moy Yat. Tributo ao fundador da linhagem.
Mestre Anderson Maia teve a aportunidade de viajar com o seu mentor em algumas edições deste evento, nos Estados Unidos. Em 2012, foram oito membros brasileiros que viajaram para o aniversário da atual líder máxima, Sra. Helen Moy. O inédito desta ocasião, foi a participação ativa do discípulo Daniel Balparda, o primeiro membro brasileiro de décima segunda geração a viajar para New York e participar deste grande encontro da linhagem Moy Yat mundial.
Visita à Moy Yat Ving Tsun da Philadelphia, a maior escola da linhagem no mundo.
Além do aniversário, houveram visitas as escolas do Brooklin, Manhathan e Queens, prestigiando os mestres seniores William Moy, Henry Moy e Miguel Hernández, todos de New York. Por fim, uma  calorosa visita ao mestre Pete Pajil, na Philadelphia, completou a viagem.